07 de Fevereiro de 2007

Um Momento de Poesia

O Ranho sente-se imbuído de um sentido de serviço público e considera a cultura um valor fundamental na educação das crianças do futuro e dos adultos do agora.
Assim, deixamos aqui um momento de poesia de um autor português desconhecido, cuja obra merece figurar nos anais da literatura poética portuguesa, do mesmo modo que um Ed Wood se encontra para a história cinematográfica.
Falamos do grande Poeta Arez, afirmando sem margem para dúvidas: há coisas que de tão más que são, tornam-se deliciosamente apetecíveis.
Aqui vai uma pérola desse grande poeta (garantimos que é uma reprodução fiel do texto impresso):
 
Dom estrelas
 
Dom de estrelas por amor,
De noite de elas a?
De andas Céu de servo de caminhos,
De navegantes possas és estrelas,
De terras estas estrelas,
E estrelas ou vejas de parcer,
De parcer em ti dar,
Dom ser lidas com bom ser lida,
De calha de fostos desterro,
De vejas de cores da terra,
De noite estrelas.
 
Amor do Viver, 2005.
João José de Aréz Martins (Edição de Autor)
Escrito por Nunovsky em 23:14:40 | Link permanente | Comments (1) |

03 de Janeiro de 2007

Hino do Algarve

O Ranho acabou de descobrir que alguém se lembrou de inventar um hino para o Algarve.
Cantemos bem alto a iluminação dessa ilustre personagem que um dia acordou de manhã (por volta das 11h59m - tecnicamente, ainda é de manhã...) e, enquanto sentado na sua sanita com ar de quem ainda não curou a ressaca do dia anterior, pensou:
«Não sei que mais hei-de fazer ao dinheiro dos meus conterrâneos algarvios ... Espera ... Está-me a vir qualquer coisa ... Não, não é isso ... Ahhhh ... Não, ainda não ... Espera ... Sim ... SIM!!! ... JÁ SEI! (Levanta-se triunfante da sanita, com o dedo esticado para o alto, de calças em baixo, enquanto soa um coro a cantar Aleluia)

VAMOS FAZER UM HINO PARA O ALGARVE!»

O Ranho confessa que ficou totalmente abismado com a genialidade da ideia. De facto, não existe nada mais absolutamente desnecessário, gratuito, sem qualquer utilidade prática, e que melhor sirva para alimentar os egos de alguns autarcas da zona, do que a criação de um hino para a região do Algarve.

Deve andar por aí alguém saudoso dos tempos em que ao nome de Portugal se juntava igualmente "e dos Algarves", essa ilustre região, cujo povo orgulhoso nunca abdicou das suas tradições em função dos impulsos colonialistas dos empresários estrangeiros e cuja união sempre preservou a riqueza da cultura local, resistindo aos avanços transformistas da indústria do turismo (esses maus...). Não tarda nada, temos aí um qualquer Alberto João a gritar impropérios contra o governo da república e a exigir que a bandeira do Algarve seja içada em todos os edifícios oficiais da região e que, nas escolas, as crianças iniciem o dia de mão no peito a cantar o hino dessa virtuosa região.

Para que todos possam partilhar dessa iluminação, aqui vai a letra do hino para a apreciação geral:

Há um reino que é dum tempo

quase anterior à memória

Onde as lendas se misturam

nos livros velhos da História

 

Há um reino que é de encantos,

de princesas e plebeias

passeando nos palácios

ou subindo às açoteias

 

É o xisto, é o medronho,

é a amêndoa, o barrocal,

É o rumor do levante,

é a luz do litoral.

 

São as lentas cumeadas

a descer ao mar azul,

são as águas desenhadas

nas praias dum reino ao Sul.

 

Refrão:

Algarve

o mar

a terra

o lume

a cal

a água

a serra

o azul

e o sal

 

Algarve

a luz

o sol

onda

maré

platibanda

chaminé

esparto

empreita

tradição

 

Mas o Algarve é o futuro,

é o que falta, é o devir,

é um barco no horizonte

é o mar por descobrir

 

Mas o Algarve é o futuro,

é uma criança a sorrir,

é um barco que regressa,

São os sonhos por cumprir.

Escrito por Nunovsky em 14:40:08 | Link permanente | Comments (1) |

19 de Dezembro de 2006

O Ranho vive!!!

MUAAAAHHHAAAAHHHAAAAA!!!!

(Claro que isto funciona melhor com uma soundtrack tenebrosa e um efeito de delay e reverb brutal em cima do riso sinistro e assustador. Mas à falta de melhor...)

Escrito por Nunovsky em 22:58:21 | Link permanente | Comments (0) |